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Incontinência urinária afeta 10 milhões de brasileiros

Incontinência urinária afeta 10 milhões de brasileiros

Dados atualizados mostram que a incontinência urinária atinge cerca de 10 milhões de brasileiros. A informação foi divulgada no mês de março pela Sociedade Brasileira de Urologia.

O problema é caracterizado pela perda involuntária de urina pela uretra, podendo aparecer tanto na juventude quanto em idade mais avançada. Os novos dados da Sociedade Brasileira de Urologia mostraram que o problema afeta três vezes mais as mulheres.

Esse é um problema socialmente desagradável e que pode causar impacto na autoestima do paciente, resultando em quadros de ansiedade e até depressão.

Mas não é preciso desespero. A incontinência urinária tem cura e existem muitas opções para tratamento além da cirurgia.

 

Os tipos da incontinência

Por esforço: caracterizada pela perda de pequenas quantidades de urina no momento de tosse, espirro, riso ou na prática de qualquer atividade que aumente a pressão dentro do abdômen. É o tipo mais comum entre as mulheres.

Por urgência: caracterizada por uma vontade súbita de urinar, sem que o paciente tenha tempo de chegar ao banheiro. Ela é causada pela bexiga hiperativa. Esse tipo é mais comum com o passar da idade, podendo chegar a 50% dos pacientes com mais de 70 anos.

Mista: acontece quando o paciente apresenta os dois tipos de incontinência anteriores: por esforço e a de urgência.

 

Outros dados importantes

Segundo os dados da Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 30% a 40% das mulheres brasileiras acima dos 40 anos possuem algum grau de incontinência. Para 35% das mulheres, o problema aparece após a menopausa.

Já em relação aos homens, a associação estima que cerca de 5% dos homens que foram submetidos à cirurgia para a retirada da próstata enfrentam um problema de incontinência urinária.

 

Fatores de risco

 

  • Bexiga hiperativa
  • Consequência de cirurgias na próstata
  • Diabetes Mellitus
  • Doenças do sistema nervoso

 

  • Fraqueza de músculos da região pélvica
  • Idade avançada
  • Obesidade

 

 

Possibilidades de tratamento

O tratamento da doença é variado e uma combinação entre diferentes formas de tratamento podem ser recomendadas. Os principais métodos são: treinamento da bexiga e exercícios do assoalho pélvico, medicamentos, cirurgias minimamente invasivas (implante de sling e esfíncter urinário artificial).