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NOVEMBRO AZUL: Exame do toque retal ainda é tabu

NOVEMBRO AZUL: Exame do toque retal ainda é tabu

O assunto não é mais recente na mídia ou nas discussões e a campanha do Novembro Azul tem crescido, mas o exame do toque retal continua sendo um tabu para os homens.

Para quem não está familiarizado com o assunto, o exame do toque retal é um dos mais importantes no diagnóstico ou prevenção do câncer de próstata. Com esse exame, o médico consegue perceber com maior facilidade uma suposta alteração na próstata.

É importante lembrar que ele não é o único exame usado para esse diagnóstico. O exame de sangue chamado de PSA (Antígeno Prostático Específico) ajuda também a detectar uma alteração na próstata, porém de forma mais lenta e com maior dificuldade para o urologista em detectar essa possível mudança ou mesmo o tumor.

Por isso, os dois exames são aliados nesse diagnóstico, garantindo maior eficiência e segurança aos pacientes.

 

Muito preconceito

Apesar da importância da realização do exame do toque retal, ainda há muito preconceito em relação a ele. Uma pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo no ano passado mostrou que quase a metade dos brasileiros acima dos 45 anos (49%) nunca realizou o exame.

Os dados são ainda mais preocupantes. Para 24% dos entrevistados, esse é um cuidado pouco másculo, enquanto que 13% acreditam que o toque retal não é necessário para a detecção precoce do câncer.

A conscientização e o combate ao preconceito são importantes para melhorar as estatísticas da doença no país. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), foram 68.220 novos casos de câncer de próstata no Brasil em 2018.

A prevenção e o diagnóstico precoce são muito importantes para o tratamento da doença. Em 2017, foram mais de 15 mil mortes em decorrência desse tipo de tumor.

 

Tecnologias dão falsa sensação

Muitos brasileiros acreditam que os avanços tecnológicos já permitem que apenas o exame de sangue consiga fornecer informações suficientes para um diagnóstico seguro. A verdade, porém, é outra: o exame PSA e o toque retal atuam de maneira complementar.

O câncer de próstata pode estar presente mesmo que o exame PSA ainda apresente níveis normais. Por isso que a realização rotineira do exame do toque retal é importante para que a anomalia seja detectada de maneira precoce.

Quando é detectada uma anormalidade nos exames de rotina (PSA e/ou toque retal), o urologista solicita um exame adicional de biópsia. Isso é fundamental para chegar ao diagnóstico do câncer. Caso o resultado seja positivo, o tratamento pode ser iniciado de maneira precoce, resultado em uma maior efetividade.

Os exames preventivos devem ser realizados anualmente por homens maiores de 50 anos. Vale lembrar que um dos fatores de risco dessa doença é a genética. Ou seja, é importante conversar com o seu urologista quando há casos de pai ou irmãos com o câncer de próstata antes dos 60 anos.