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Tratamentos e cirurgias de aumento peniano: conheça o que é verdade e mito

Tratamentos e cirurgias de aumento peniano: conheça o que é verdade e mito

Não é difícil encontrar pela internet propagandas de sites que prometem um aumento peniano por meio de cirurgias ou mesmo técnicas manuais. Algumas vão além e prometem até mesmo o engrossamento do membro sexual masculino. Mas será que esses procedimentos prometidos realmente garantem um resultado adequado?

A resposta é não! Essas técnicas de alongamento ou aumento de diâmetro do pênis não possuem nenhuma comprovação efetiva e segura. Para quem ainda fica com dúvidas, a Sociedade Brasileira de Urologia divulgou há alguns meses um parecer sobre o assunto, emitindo esse mesmo alerta.

Na verdade, o resultado desses procedimentos pode resultar em ainda mais dor de cabeça para o homem, desencadeando efeitos colaterais desagradáveis.

Muitos homens que buscam essas técnicas, inclusive, possuem o pênis dentro da média ou mesmo maior do que o tamanho da maioria das pessoas. Quando um paciente vem em busca de um procedimento como este, eu costumo negar a cirurgia e, em alguns casos, recomendo o tratamento psicológico-emocional do paciente.

A seguir, separei alguns mitos e verdades sobre o assunto, para esclarecer melhor o tema.

 

1 – Um pênis de 15 cm é considerado abaixo da média.

MITO! O comprimento médio do pênis de um homem adulto é de 8,5 a 9,5 cm em flacidez e de 13 a 15 cm em ereção. A diferença entre o tamanho do pênis em estado flácido para o erétil é de, em média, 5,0 cm. A verdade é que muitos homens que acreditam possuir um pênis pequeno, possuem medidas normais para um indivíduo adulto.

 

2 – Os tratamentos ou cirurgias de aumento peniano não possuem comprovação científica.

VERDADE. Não apenas as cirurgias, como também outras propostas como exercícios, massagens, uso de extensores e aparelhos de vácuo. Nenhuma dessas técnicas se mostrou efetiva ou segura.

 

3 – Alguns tratamentos podem ser indicados em casos de micro pênis.

VERDADE. Algumas técnicas cirúrgicas são indicadas apenas em casos onde os pequenos ganhos vão resultar em uma real melhora no desempenho funcional do paciente. Alguns exemplos são: casos comprovados de micro pênis, casos severos de hipospádias, retrações ou encurtamentos devido à Doença de Peyronie, amputações parciais por neoplastia e retrações penianas em pacientes lesados medulares, com o objetivo de facilitar a implantação de próteses e coletores urinários penianos.

 

4 – Cirurgias de aumento peniano não causam complicações sérias.

MITO. Pelo contrário, elas podem resultar em complicações ainda piores para os pacientes, como um encurtamento peniano ou o aparecimento de cicatrizes hipertróficas. Além disso, as técnicas para o alargamento do pênis também podem causar danos à estrutura do membro, como lesões neurológicas e arteriais, com consequente perda de sensibilidade, infecção, formação de fístulas e problemas de ereção.